quarta-feira, agosto 26, 2009

Um pouco de humor é fundamental

Reproduzo, aqui, o texto de Luís Fernando Veríssimo. Apenas para animar um pouco a semana.

Conto de fadas para mulheres do séc. 21 (I)

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:

- Você quer casar comigo?

Ele respondeu:

- NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos
outros rapazes ,transou bastante, visitou muitos lugares, foi morar na
praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de
bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que
estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou
sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!!!

Conto de fadas para mulheres do séc. 21 (II)

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e
cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em
como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as
conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um
príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu
transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me
transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um
lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu
poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os
nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco,
a princesa sorria e pensava: - Nem fo...den...do!

FIM!!!

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

segunda-feira, agosto 17, 2009

Autoconhecimento

Eu poderia encontrar diversas palavras para definir esse 2009. Tem sido um ano de realizações, gastos, de ouvir críticas e distribuir puxões de orelha, mas, sobretudo, tem sido um ano de auto-avaliação.

Depois que me tornei águia no curso de Desenvolvimento de Lideranças, o foco tem sido interno. Cada dia que passa aproveito alguns parcos segundos para voltar minha atenção para dentro.

Não que isso seja uma novidade na minha vida, mas é um processo que tinha se perdido com a correria dos anos anteriores. A impressão que tenho é que, depois de tantas mudanças que davam margem à temporalidade das coisas, a vida tenha apontado para um rumo mais definitivo. Uma suposta tranquilidade que se justifica pelo encontro do que eu sou e do que eu quero com o que eu faço e gosto de fazer. Equilíbrio, vamos resumir assim.

E, ainda assim, enfrento surpresas.

Por exemplo, num novo passo rumo ao autoconhecimento, descobri que o caminho que julguei ser uma alternativa de rumo profissinal - o famigerado plano B - parece não ser adequado ao meu perfil. Uma pequena experimentação se mostrou desconfortável e deveras esquisita para mim. Pondero, perguntando se não seria falta de costume ou apenas despreparo para a nova situação. E algo me diz que não. Que esse, ao contrário do que imaginei, não é o meu caminho.

Certezas? Não, nunca gostei delas. Mas por essa, de fato, não esperava.

terça-feira, agosto 04, 2009

Bizarrices virtuais

Curiosa que sou, consegui descobrir o blog de um pessoa que já não faz mais parte da minha vida - embora eu ainda a considere e torça por sua felicidade.

Se isso não bastasse, lendo suas palavras, me deparo, não sem algum espanto e muita surpresa, um post recente, explícito, sobre coisas que aconteceram quando ela ainda fazia parte do meu círculo de amizades.

As pessoas ainda não sabem que a Internet é uma vitrine???

Deu vontade de comentar, de dizer-lhe que não foi bem assim, que foi um erro, que foi um acerto, que ele foi cretino, que ele é incrível, que não somos perfeitos e que tudo foi uma infantilidade grotesca e sem tamanho.

A vontade, claro, não passou. E mesmo correndo o risco de ver outro post me xingando, rsrsrs, escrevi-lhe respondendo.

Mas, que é esquisito, tanta vitrine escancarada... meu teto de vidro sendo exposto desta maneira - tão dolorida, tão sensível, tão insuportavelmente sincera... ah, isso é!