sexta-feira, março 27, 2009

Só mesmo a Clarice...

A informação é daquelas preto no branco. Depois de passar por um teste cheio de pegadinhas e gracinhas, saiu o seguinte resultado: tenho excesso de pai amoroso e criança livre em meu dna.

Vai lá, que pai amoroso eu até entendo pois sou amiga mãezona, daquelas que se envolve mesmo, dá pitaco, enche o saco, vai pra casa chorando, sofrendo junto.

Agora, criança livre?

Como assim???

Não sou do tipo palhaça, que sai dando cambalhota, contado piada e que, portanto, seria a primeira a ser lembranda para ser chamada para festinhas e afins (como é o maridão). Sou até meio mau-humorada. Penso muito, racionalizo muito, questiono muito. Mas está lá: criança livre nas alturas.

Dois meses refletindo até que me deparo com o seguinte texto de Clarice Lispector:

"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro bastante ainda. Ou nunca serei.”

Mistério resolvido.

quinta-feira, março 12, 2009

Pablo, qual é a música?

Teve dificuldade em lembrar aquela música que ficou horas atormentando a sua cabeça? Não tenha dúvida e acesse:(MIDOMI).

Vc não vai encontrar pérolas como Fuscao Preto ou Debaixo dos Caracóis... (ou eu que cantei muitooooo mal, não sei). Mas quebra um galho.

Sem contar que é engraçado se imaginar fazendo "hum-hum-hum... lalalá" sozinha, em frente do computador.

Família de Águias

Não vou falar tudo, mas vou falar o suficiente: ter participado do treinamento de Desenvolvimeto de Lideranças pelo Inexh foi uma experiência DUKA!

Foram três dias para olhar para dentro de mim. Reprogramar a cabeça. Descobrir que sou mais do que imagino. Que meus medos não me paralizam - ao contrário, me dão força para seguir adiante. Serviu para conseguir perdoar meu pai - e isso de verdade, sem sentir mais aquela ferida no peito cada vez que falo dele. Porque, às vezes, perdoamos, mas não viramos a página. E saímos distribuindo farpas para todos os lados, embora sem entender porquê. Lá, eu entendi. E liguei pra ele dizendo-lhe que o amo - coisa que nunca fiz na vida. O problema todo era comigo - e não com ele, o amigo que partiu e tantas outras pessoas à minha volta, tão parecidas com ele.

Mas a coisa mais legal foi perceber o quanto sou feliz e amada. Se eu entrei lá feliz, sabendo disso, saí de lá ainda mais completa e satisfeita.

Agora, aqui em casa, somos duas águias. Prontas para alçar vôos maiores.

Mundo: aqui vamos nós! :)