terça-feira, fevereiro 17, 2009

Recuerdos a Fidel

Ontem, nossa noite ficou um pouco triste.
É que morreu o senhor da ilha, vermelho-comunista, rebelde-revoltado, o nosso Fidel.
Tentamos de tudo, mas não teve jeito.
Mas foi um guerreiro até o fim.
E viveu feito rei na ilha que construímos pra ele.
Vá, Fidel, nadar em águas turvas, como vc amava, e construir inúmeras bolinhas de ar para seus futuros filhotes!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Derrote o lobo que existe em sua vida

Inspirador! ainda mais agora, depois de virar águia, rs

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Vôo de águia

Esse final de semana passei por uma das experiências mais incríveis que um ser humano poderia passar.

Além de descobrir-me profundamente amada pelas pessoas e apaixonada pela vida, consegui me livrar da mágoa que tinha pelo meu pai - e que, sem eu perceber, refletia no meu relacionamento com algumas outras pessoas.

Claro que o mundo perfeito não existe e isso não quer dizer que o aprendizado que obtive no treinamento pelo qual passei nesse final de semana seja eterno. Mas, com certeza, levarei coisas muito preciosas comigo por toda a minha jornada.

Palavras ganharam novos significados, gestos foram ampliados e uma amizade, com certeza, foi fortalecida. Isso tudo já é valeu o investimento.

Hoje sou águia.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

The Doors - Touch Me

Porque a música é boa e a letra é linda!

"Come on, come on,
Come on, come on
Now, touch me, babe.
Can't you see that I am not afraid?
What was that promise that you made?
Why won't you tell me what she said?
What was that promise that you made?

Now, I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I."

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Amiga

De vez em quando me pego lembrando de alguma amizade que já foi. Hoje, por exemplo, tive outro sonho com a Paty Amor, sem dúvida uma das pessoas mais especiais que passaram pela minha vida.

Nossa amizade sobreviveu ao terrorismo da infância - eu vivia ameaçando ficar de mal dela, fazendo-a chorar copiosamente e obrigando-a a participar das artes que eu estava planejando. Teve aquele fatídico hiato da adolescência, quando, separadas pela distância do colégio, perdemos o contato. Mas a amizade se mostrou intacta quando, alguns anos mais tarde, tornamos a nos encontrar numa outra escola.

Não tardou chegar o tempo da faculdade e, por causa das diferenças de rumo que a vida nos traz, a amizade voltou a se distanciar.

Não por minha causa, que fique bem claro.

A Paty é assim. Deve achar que uma vez as páginas de nossas vidas viradas, o que estava lá atrás, lá deve permanecer.

Há alguns anos nos reencontramos. Conheci suas filhotas e, para minha surpresa e total delírio, a mais velha recebeu o meu nome. A Paty não sabe o quanto isso me envaideceu. E como gostaria de ter a oportunidade de ver a sua miniatura com o meu nome crescer. E, embora tenha escrito uma carta, na qual falei tudo isso, sem resposta entendi que - ou ela não recebeu, ou foi mesmo opção dela se afastar.

Hoje eu sei que as pessoas têm valores diferentes do meu. E talvez acreditem, piamente, que algumas coisas de ontem já não cabem na vida de hoje. Uma vez casadas, melhor se distanciar dos amigos solteiros. Uma vez com filhos, melhor se distanciar dos amigos sem filhos. E por aí vai. Tal medida diminui o trabalho de tentar entender as diferenças e evita desgastes de tentar mostrar ao outro que sua vida mudou.

A Paty, desde nossa infância, sempre se mostrou assim: reticente às pessoas muito diferentes dela. Uma fragilidade, apesar de toda a beleza, força, determinação e bom caráter que eu sempre admirei.

Que saudades daquele sorriso escancarado e desajeitado dela, rs.

Só me resta torcer para que o tempo, o senhor do destino, um dia nos coloque próximas uma da outra novamente.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Urubus

Quando alguém pergunta que bicho gostaria de ser, ninguém (pelo menos não que eu conheça) disse querer ser um urubu. Pessoas, geralmente, gostam de seres bonitinhos, fortes, de destaque, cujas características remetem à personalidades admiráveis. O urubu, por sua vez, é um ser meio repugnante. Tem o pescoço pelado, não canta, não pia - crocita (grita). Tem uma pele esquisita em torno do bico e, geralmente, come carniça.

Antes de emitir um argh de nojo, convenhamos: por preferir se alimentar de carne em estado de putrefação, os urubuzinhos são extremamento importantes para o equilíbrio ecológico, pois evitam a disseminação de doenças.

Mas, não foi sobre a importância do bichão para o equilíbrio ecológico que resolvi escrever sobre ele.

Urubus não são lá muito bonitinhos. Não é por acaso que deles surgiu a expressão "urubuzar" que significa, resumidamente, desejar mal ou torcer contra.

Não, eu não escolheria nenhum da espécie como bicho alterego. Mas sou obrigada a dizer que passei a enxergá-los de maneira diferente depois de, ao subir a Pedra do Baú, em São Bento do Pinhal (SP), pude observar o vôo deles de perto. No cume da montanha, um pouco abaixo da área de vôo deles, pude quase notar o sorriso de satisfação em seu bico ao realizar uma das planajens mais extraordinárias que já vi.

Aquelas asas imensas, aquele barulho do vento sendo cortado por seu corpo e a leveza, apesar do tamanho do pássaro, me proporcionaram um espetáculo que talvez poucas pessoas tenham observado, justamente por se tratar de um animal não tão atraente para a vista e, por vezes, ligado ao mau-agouro.

O urubu voa lindamente. E tem a chance de observar paisagens indescritíveis por causa disso.

Se, em tudo na vida há o lado bom e o ruim... sob esse ponto de vista, eles, os urubus, estão melhores do que os paulistanos, kkkkkkkk