segunda-feira, março 31, 2008

Gastronomia

Para quem gosta de uma boa massa - ou um delicioso (e honesto) bife à parmegiana e ótimas saladas - a dica é a cantina modernosa Famiglia Melilli.

O espaço ficou na moda por conta da recente reforma promovida pelo programa "Negócio Fechado", do Luciano Huck Mas a exposição na mídia não constrange o visitante curioso. O lugar ficou mesmo aconchegante e o menu, reformulado pelo chef Alex Atala, é irresistível. O preço também agrada ao bolso. O bife à parmegiana, por exemplo, pode vir acompanhado de arroz e batatas ou de fetuccine ao pomodoro e serve bem duas pessoas (R$ 20,80).

Rua Barão de Tatuí, 302 - Santa Cecília.

quinta-feira, março 27, 2008

Menudos - Doces Beijos

Para quem não acreditou em mim no post anterior... aí vai a versão "original", kkkk

PS1: pergunta que não quer calar: "esse amor é a coisa mais linda que eu já senti", mesmo depois de não conseguir fazer mais nada depois de receber um beijinho? nem prestar atençâo à aula e até os amigos já se afastaram... Affe, que deprê, kkkk

PS2: não, eu não gostava do Robby. Preferia o cabelinho de chitãozinho do Rey. Mas ABAFAAA, rsrs

segunda-feira, março 24, 2008

BABY I LOVE YOU - RAMONES

Há muito tempo, quando a prepotência infantil me fazia crer que eu entendia de tudo e sabia tudo, essa música só tinha sido gravada pelo "melhor" grupo musical de todos os tempos. E tinha outro nome. Doces Beijos, Menudo, rsrsrs

quinta-feira, março 20, 2008

West Side Story

Nunca pensei um dia ter a chance de assistir a um musical da Broadway - ainda mais no meu país. Primeiro que o gênero não me agrada. Segundo que é um valor tão alto que desanima.

Semana passada, no entanto, tive essa oportunidade. Posso dizer que foi uma experiência, no mínimo, inusitada.

O espetáculo é muito extenso. Isso acaba enchendo um pouco o saco. Mas o figurino, o cenário e a competência dos profissionais... é de deixar qualquer um boquiaberto.

Minha mãe, cuja única lembrança de teatro que tinha era de uma apresentação escolar, com cenários feitos com caixas de frutas, ficou extasiada. Mais ainda quando identificou, no decorrer do espetáculo, que conhecia a história e algumas músicas tocadas.

Havia me esquecido como é gratificante o olhar de descoberta do outro. Ainda mais quando se trata da minha mãe, tão generosa, que nunca se negou a me ensinar o que sabe.

Prometi a mim mesma que vou proporcionar mais desses momentos a quem, sem me pedir nada em troca, me ensinou tanto.

terça-feira, março 18, 2008

Homenagem às mulheres brasileiras

Antes que os machos se rebelem ou as mulheres digam que me atrasei na homenagem, deixarei claro. Isso não tem nada a ver com o dia internacional das mulheres - data, inclusive, que me envergonha. Sim. Deveríamos viver num mundo em que não seriam necessários "dias especiais" para celebrar a igualdade de direitos e de oportunidades para todos. Mas essa é uma outra história.

Meu post tem a ver com a renúncia do governador de Nova York, o democrata Eliot Spitzer, após ser envolvido em investigação sobre uma rede de prostituição de luxo. Ou melhor, meu post tem a ver com a atitude blazé da senhora sua esposa, a dona Silda, que permaneceu em pé, calada e resignada ao lado do digníssimo senhor, enquanto ele declarava para o mundo os detalhes sórdios de seus pulinhos extraconjugais.

E assim, a "mansidão" se repete. Antes com a sra. Hillary, agora...

Abaixo do Equador, porém, a história muda um pouco de figura. Com exceção da companheira de Renan Calheiros, que ficou quietinha com toda a pornochanchada pública que ocupou os noticiários de todo ano passado, em nossa república de bananas as mulheres são machos. Porque, claro, não levam desaforo para casa. Que o digam os Collors, o Pitta, D. Pedro I, o PC e o próprio Calheiros, esfaqueado pela amante gostosona.

Não somos ladies. Mas somos muito mais divertidas.

terça-feira, março 11, 2008

Dica gastronômica para baladeiros

O lugar é um misto de galpão com mercadão. As mesas são daquelas compridas, de madeira maciça, que qualquer matrona de família grande sonha em ter em casa.

Rola música ao vivo - que só seria melhor se fosse tocada num tom um pouco mais baixo, para permitir a conversação com os amigos de farra.

E a carne é de primeira - ideal para matar a larica de uma noite de baladas.

Espeto do Mercadão é o nome deste lugar que homenageia o Mercadão Municipal. Nas paredes de tijolinhos aparente, há fotos antigas de São Paulo. Bonito, além de aconchegante!

As opções de espetinho são diversas e incluem frango, coração, lingüiça, alcatra, medalhões de cortes mais nobres, sushi, sashimi e tempurá de legumes, e outros. Também tem opção para vegetarianos e fanáticos por doces. Cada espetinho custa R$ 2,90 - daí não dá para ir com muita sede ao pote. Aliás, a bebida é cara - um refri custa quase R4 5,00.

Experiência bacana - lugar para se frequentar diversas vezes.

Rua Dr. João Batista de Lacerda, 845
Móoca - Zona Leste - 6606-7263

segunda-feira, março 03, 2008

Dramatização do todo

Embora sempre tenha sido uma pessoa que sofreu com antecedência - por medo, por ansiedade, por empolgação - sempre tive uma paciência de Jó com as pessoas. Sou do tipo temperamental, mas sempre relevei as pisadas de bola. É que, pra mim, sempre há duas versões para a mesma história.

(claro que não sou besta, minha paciência tem limites e três vezes é mais do que suficiente para perceber se uma atitude foi equívocada ou ocasionada por pura falta de caráter)

Mas isso parece ter sido há séculos.

Hoje, as situações já não me afligem como antes. Em compensação, pouco avessa às manias individualistas alheias.

É que as pessoas perderam a capacidade de ouvir. Claro que isso acontece porque os problemas delas sempre são maiores e piores que os de qualquer outro ser humano na face da Terra. Suas vitórias também são imbatíveis. No entanto, as vitórias alheias, quando maiores que as suas, são consequências de uma sorte intransponível. O resultado disso é um sentimento de inveja tão dolorido que tais pessoas preferem se afastar do amigo a ter de se sentir exposto a tamanho golpe do destino.

Esse imediatismo, essa dramatização do todo me amortiza. Me indigna. Me assusta. Porque as pessoas estão perdendo a capacidade de se colocar na situação do outro. E a lidar com suas frustrações. E a entender que suas escolhas têm peso e medida - e que ninguém mais tem nada a ver com isso. E que seus problemas são tão importantes quanto o dos outros.

Quando as pessoas deixam de dar importância aos outros, é porque o mundo está mesmo se perdendo.