terça-feira, janeiro 29, 2008

Ócio destrutivo

O que leva um ser humano a criar páginas no orkut com o perfil de outra pessoa e, assim, atrair os amigos dela? E, como se não bastasse, criar um outro perfil apenas com o intuito sórdido de difamar essa mesma pessoa?

Isso é muito ódio, ou muita falta do que fazer? Ou tudo junto, misturado?

Honestamente, além da indignação que sinto ao ouvir casos como este, sinto um profundo nojo do ser humano que é capaz de uma ação tão baixo nível.

No livro Charlotte Simmons, já sugerido neste blog, o autor Tom Wolfe, em determinado momento, cita Nietzsche. Segundo o filósofo, no mundo há as pessoas "tarântulas". Esse tipo de gente não suporta o sucesso alheio e fica lá no próprio buraco, esperando o momento certo para, assim que possível, puxar alguém para o seu mundinho de pequenos horrores.

Infelizmente, esse tipinho é mais comum do que poderíamos imaginar.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

terça-feira, janeiro 22, 2008

"Eles é grande, mas nós é ruim"

A frase acima não é minha, mas de um dos ótimos personagens do filme "Meu nome não é Johnny" que, para minha surpresa (e deleite) é ótimo - apesar da Globo.

A história todo mundo sabe: um playboy carioca começa a vender cocaína para sustentar o vício. E, sem querer, descobre uma oportunidade de ganhar dinheiro...muito dinheiro. E torrá-lo, ou cheirá-lo como quiser. Acaba preso, come o pão que o diabo amassou, vira mártir - porque se torna símbolo da recuperação carcerária. Sai da prisão, escreve um livro e vira filme.

Com exceção do tremendo lugar-comum, o filme é fantástico. E merecia mais debate, mais aparição, mais visibilidade que o "Tropa de Elite".

Tem, claro, seus erros, como a cena em que mostra cartórios de um Fórum no Rio altamente informatizado, em plena 1983. Quem conhece a realidade judiciária brasileira sabe que a informatização não está completa nem hoje, em pleno 2008.

Mas tudo no filme "cheira" anos 1980. As roupas com cores de pijama, os cabelos desgrenhados, as gírias...

O melhor dele, sem dúvida, é o Selton Mello e seus improvisos, suas sacadas, suas piadas.

Vale cada minuto!

domingo, janeiro 20, 2008

HERMANOTEU NA TERRA DE GODAH

Pra começar bem a semana!!!kkk

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Coisa feia...

Não tem atitude mais irritante do que encontrar pessoas inteligentes que se limitam a criticar outras pessoas apenas pelo português ruim - como se a essas fosse proibido, pela Constituição, pensar ou tecer julgamentos.

A começar que pessoas com este tipo de preconceito estão negando o fato de que, no Brasil, 58% da população não possui sequer o primeiro-grau completo. Sem contar os inúmeros analfabetos funcionais: pessoas que sabem escrever, mas não entendem o que estão lendo - encontrei algumas assim até na faculdade.

Esses "semi-deuses" da inteligência também ignoram que o próprio presidente do país não possui faculdade e comete verdadeiros assassinatos no português, até para gringo ver. Sem defender ou criticar a competência do Lula, mas não dá pra esquecer que ele, apesar dos defeitos, foi eleito de forma legal por mais de 85 milhões de brasileiros.

E, veja que irônico, apesar de criticar e condenar os "ignorantes" ao silêncio e à marginalidade completos, os seres superiores vão buscar "nos bolsões de emprego", também chamados de favelas, as pessoas que limparão suas casas, cuidarão de seus filhos e dirigirão seus autómóveis blindados.

Da lama ao caos.

Aqui vale um adendo: cem anos desde o nascimento do médico e pesquisador nordestino Josué de Castro e o pensamento dele ainda ecoa pelo mundo: "o mundo está dividido entre dois grupos: 2/3 da humanidade que não dorme porque tem fome e 1/3 que não dorme com medo dos que têm fome".

Está na hora de deixarmos a petulância e o preconceito de lado e nos enxergarmos como uma nação - de esfomeados, analfabetos, desempregados. Como diz uma amiga, Brasil não é São Paulo - nem a Suíça.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Livro do mês: Eu sou Charlotte Simmons

Escrito por Tom Wolfe em 2005, e publicado no Brasil pela Rocco, "Eu sou Charlotte Simmons" é uma leitura recomendável. Soube do livro por uma amiga e, desde então, não esperava pela oportunidade de "saboreá-lo".

A obra é uma crítica à sociedade, em especial a norte-americana, cujos valores morais estão cada vez mais corrompidos. Uma juventude que valoriza o sexo promíscuo, as drogas e a futilidade e que vê com desconfiança garotos de tenham interesses diferentes dos seus. Nada muito diferente do que vivi na minha adolescência - embora as críticas que tenha lido sobre o livro refutem essa característica aos primos gringos.

Charlotte tinha tudo para ser uma garota diferente - vinda do interior, filha de pais caretas e broncos, era a menina dos olhos de uma cidadezinha insignificante encrustrada numa região de montanhas no interior da Califórnia do Sul. A garota prodígio, que deu as costas para as bobagens adolescentes, foi a única da comunidade a alçar vôo e ir para uma das melhores universidades dos EUA.

Uma vez na universidade, viu seus sonhos de encontrar vida inteligente e produtiva desmoronarem. Naquele inferno, descobriu que as menininhas ricas e pobres, bonitas e feias, inteligentes ou burras, não importa, só tinham um interesse. Fazer parte dos grupos de alunos populares. Dos vencedores. Dos invejados. Para isso, não interessava ir bem nos estudos. Perder horas na biblioteca. Chamar a atenção por sua capacidade de discorrer sobre assuntos os mais diversos. O importante era usar a roupa da moda, rir alto para atrair macho, fazer de tudo para ser convidada para as festas de fraternidade.

O livro é um retrato fiel deste "estilo" de pensar feminino - embora também retrate a falta de caráter masculina.

Charlotte, que tinha tudo pra brilhar, se deixa levar por essa mentalidade destruidora e infantil.

A leitura é envolvente - ainda que revoltante.

E me fez pensar nas mulheres que estamos sendo para este mundo. Já não foi uma única vez que o assunto veio à tona - e não pela primeira vez me vi repetindo que, infelizmente, para a maioria das mulheres, tudo está lindo e maravilhoso até entrar um homem na conversa. Por causa de um bofe, mulheres deixam de ser amigas uma das outras, falam impropriedades, passam a agir feito hienas no cio e perdem a razão. Não sabem agir em grupo, não sabem dividir o foco de suas atenções, preocupam-se demais com a opinião alheia. E se perdem uma das outras.

Ainda bem que conheço algumas poucas exceções à regra.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Colocar em prática

Da breve lista que fiz aí em baixo de "presentes", alguns itens já foram adquiridos e colocados em prática. Por exemplo, li o Harry Potter 7 em inglês. Demorei três meses para terminar essa odísséia. E se, de um lado, amei por ter conseguido a façanha, me decepcionei - porque o estilo original da autora não tem nada a ver com o da tradutora para o português. É claro que vou ler a versão na minha língua materna, para ter certeza de que não estou falando uma bobagem ou para saber se não deixei escapar nada. Mas já vi que a tradutora pulou as partes mais chatas da versão em inglês - o que melhora, e muito, o livro.

Também estou pulando corda - enquanto não consigo tempo para voltar para a academia. Se, de um lado, me surpreendi com o pique da garotada (eu fazia esse exercício por horas a fio e não ficava cansada. Dois minutos, hoje, e fiquei destruída, rs), por outro estou empolgadíssima com a descoberta. Por R$ 7,50 adquiri a corda mais barata e posso perder 100 calorias - o equivalente a 30 minutos de caminhada - em APENAS dois minutos de pulação. Três tempos de dois minutos, intercalados com um minuto de descanso, pode queimar 250 calorias. Meia hora queima 900 calorias - mais do que uma aula de spining ou body combat!!! E ainda tonifica glúteos, pernas, braços, costas...
Demorei para tornar isso um hábito - como escovar os dentes!