sexta-feira, outubro 26, 2007

Tropa de Elite - o filme

Digam o que quiser: que estou defendendo bandido, que estou louca, que sou chata. Mas, para mim, Tropa de Elite não é melhor do que Cidade de Deus. Ponto.

Ok. O filme é bom. Bem feito, ótimos atores, efeitos bacanas. Mas só.

Não trouxe nenhuma novidade - e eu consegui adivinhar o final todo.

Agora fica essa polêmica, dizendo que crianças de todo o país querem servir o Bope. E que esse pode ser o mérito - ou desmérito da produção. E eu, como faço parte desta mídia limitada, sou obrigada a fazer esse tipo de pergunta tacanha para, pelo menos, provocar o outro lado. Ver se o cara que ajudou a produzir esse blá-blá-blá me surpreende e diz algo do tipo: ora, ora. E as crianças, depois de virem o Homem Aranha, também não sonham em ser igual?

Na minha época, o máximo era ser o Exterminador do Futuro. O Robocop.

A diferença é que o Bope está mais perto da realidade do que o Batman. Então tá, então!

Também assisti ao filme com uma sensação tremenda de dejà vu. Dias depois me liguei que não podia ser diferente. Os caras aproveitaram descrições inteiras de livros que eu já havia lido e filmes que eu já havia visto para fazer as cenas mais chocantes.

Por exemplo, quando colocam um dedo-duro dentro de pneus e ateiam-no fogo. Essa mesma cena foi descrita por um menor preso na antiga Febem, no super documentário da Katia Lund com o Moreira Salles, o "Notícias de uma Guerra Particular", disponível para quem quiser ver no Youtube. A propósito, esse documentário também traz depoimentos do capitão Rodrigo Pimentel - o mesmo que ajudou a escrever o livro Elite da Tropa e que, pra mim, é o alter-ego do capitão Nascimento, representado pelo genial Wagner Moura.

O filme apenas popularizou a discussão sobre o consumo de drogas, a corrupção na polícia, o treinamento desumano dos órgãos nacionais de segurança - antes restrita a meia-dúzia de pessoas. O que já é digno de tirar o chapéu.

Mas dizer que merecia concorrer ao Oscar?

terça-feira, outubro 02, 2007

Pearl Jam - I Am Mine

SErá que preciso dizer alguma coisa?

segunda-feira, outubro 01, 2007

Aventura de viver em SP

Não basta motoristas nervosos, motoqueiros raivosos, alguns poucos amigos irritadiços, uma síndrome de virose no ar (que, claro, derrubou a mim e ao gordo fofo por três dias - eu sigo derrubada)... e, agora, depois de séculos sem ir a qualquer shopping, quando vou, escolho justamente o que está sendo assaltado?

As coisas por aqui estão ficando cada dia mais selvagens.