segunda-feira, maio 28, 2007

Vai tomar no...

Porque, para começar bem a semana, às vezes a gente precisa berrar isso BEMMMMM ALTO, rsrsrs

sexta-feira, maio 25, 2007

Sexta-feliz

Quando recebi o convite pensei:
- Poxa, até parece nome de promoção de lanchonete,
ou até mesmo aquela tática pra tentar ludibriar o funcionário:
"sexta feliz! hoje você pode se vestir a vontade!"
Mas não era nada disso.
A tarefa?
Traduzir este dia da semana.
Dia em que todos parecem estar mais acelerados!
O ser humano derrama sobre a terra seus atrasos e suas pressas!
As relações são vividas sob uma ansiedade diferente:
É o dia da abertura!
É fechamento,
é a formatura!
É o fim do prazo, é o último dia útil!
Já recebeu?
Ainda não chegou?
Não resolveu?
Não dá pra esperar!
É só até hoje.
Amanhã não funciona!
Amanhã não funciono.
Afinal...É o começo das férias semanais!
A gente se despe (e se despede) do personagem da semana pra encarar nosso outro eu!
Nosso eu supostamente mais livre!
É o dia que acaba na metade...
Pois, sua outra metade já é fim de semana.
É isso!
A transição entre o fim da tarde e o sábado!
Talvez seja aí que se esconde a simpática sexta-feira.
Silenciosa ela não se declara...
Simplesmente surge.
Acolhe.
Ela é, na verdade, a madrugada do sábado.
É o dia que nos leva mais tarde pra cama,
é o dia da noite mais bacana,
A sexta é assim...
Uma incógnita.
Festiva, solitária, urgente...
É o fim,
é o início...
Um presente.
Não existe nenhum outro dia parecido,
de segunda a quinta...Sábado e domingo.
Poderíamos todos viver só de sextas-feiras,viveríamos ansiosos pelo amanhã.
Mas a vida nos fez assim...
Escravos de um calendário de outrora,
"milésimocentésimosegundominutohora".
Sexta-feira...
Só uma vez por semana.
Que tristeza.
Quanto à felicidade?
Fica por conta de quem a traduz assim: feliz.

Fernando Anitelli, idealizador e mestre sem cerimônias da Trupe "
O Teatro Mágico", que mistura música, teatro, poesia e arte circense em um grande espetáculo, só para raros

(publicado no site
http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/cacodepaula.shtml)

quinta-feira, maio 24, 2007

Profissionalismo

Impressionante como profissionalismo é algo raro no mercado de trabalho. Por profissionalismo, entenda cumprir prazo, respeitar a opinião e o espaço alheios, entender demandas, ser criativo, buscar soluções diferenciadas e eficazes e, sobretudo, fazer bem o seu trabalho.

Aliás, as pessoas já estariam bem na fita se se limitassem a realizar seu trabalho com alguma competência. Porque todo o resto, se discute num momento de necessidade.

Também é impressionante como as pessoas desperdiçam tempo em discussões inúteis, em sentimentos vãos.

[suspiro]

quarta-feira, maio 16, 2007

Americanos não são estúpidos...

VOCÊS PRECISAM VER ISSO!!!

SIMPLESMENTE HILÁRIO (numa visão otimista, claro).

terça-feira, maio 15, 2007

Segunda dica do dia

Visitem o site http://www.museumofbadart.org/

Porque coisa ruim também merece espaço em museu, kkkkkkkkkk

Coisa de boteco

Adoro colecionar dicas de lugares para passar bons momentos com pessoas especiais.

Neste sábado conheci um desses: chama-se Bendita Gelada e fica na Rua Fidalga, 375.

Lugar bacana, gente bonita, lugar simpático, uma única mesa de sinuca para atrair apenas os botequeiros animados, paga-se R$ 15 de consumação, mas se ligar antes combinando a festinha de aniversário, é possível fazer com que os convidados paguem só o que consumir - pelo menos foi o que a minha amiga disse.

Para quem gosta de cerveja, ela vem em garrafa de 750 ml, e não nas módicas, caras e sem graça long-neck.

Mas o melhor de tudo é que tem brigadeiro de panela! Feito na hora, servido em copo americano, enfeitado com morango fresquinho!!!

Diz aí se não é para me transformar em cliente?

segunda-feira, maio 14, 2007

Seres apaixonantes

É inacreditável a capacidade que algumas pessoas têm de serem apaixonantes e transformar, com um simples sorriso, a realidade à sua volta.

Crianças, por exemplo, quando bagunceiras na medida certa, são seres apaixonantes.

A maioria das pessoas, quando adultas, perde essa capacidade de iluminar os lugares. Outras, porém, mantém acessa essa chama. Eu, que adoro colecionar pedaços de bons momentos e faço questão de registrar todos, tenho pedacinhos de pessoas guardados no peito.

É que, por sorte do acaso, por benção divina ou porque amigos extraterrestres nós reconhecemos a distância, tenho a felicidade de conhecer algumas pessoas assim e, embora elas não estejam tão presentes quanto deveriam na minha vida, são capazes de me aquecer apenas com sua lembrança. Casei com alguém assim, rs.

Claro, cada pessoa tem suas qualidades que a fazem especial e única. Mas gostaria de entender essa pitada a mais, que torna uma pessoa realmente iluminada.

As que assim considero têm uma qualidade em comum: leveza e bom-humor. O que, no fundo, também reflete inteligência. Todas tem capacidade de se indignar com um problema social e sofrem com os amigos, mas também sabem dar puxões de orelha quando necessário. São pessoas que não se entregam às dificuldades e enfrentam seus temores com coragem de leão. O que não quer dizer que não sintam medo. Essas pessoas possuem o poder de multiplicar as horas e fazer mil coisas ao mesmo tempo. Sabem gargalhar de seus micos, assumir seus defeitos, sonhar sem pudor, fazer poesia, tornar desejos reais. São psicólogas, mães, loucos, bruxos, artistas, sonhadores, filósofos... transformadores. Da minha vida.

domingo, maio 13, 2007

Nova teoria - nem tão nova assim

Pois é... Acho que já a li em algum lugar. Mas, em todo caso, essa teoria surgiu enquanto eu lia as dicas de como escrever um romance, da escritora Ana Miranda. Enquanto ela dizia que, para aprender a escrever, é preciso ler, antes de mais nada, Dom Quixote (Cervantes) e Ulisses (Joyce) para entender os avanços que houveram na literatura com essas duas obras, viajei. Não li nenhuma, nem outra - embora todo ano renove a promessa de ler, ao menos, a primeira. Mas, ainda assim, fui além do texto.

A leitura serviu-me de puxão de orelha - visto que estou muito negligente com minha leitura nesses dias. Assim, fui dar continuidade à leitura de "O ensaio sobre a lucidez", do Saramago. E, em frações de segundos, pensei naquele sem número de personagens que ficaram parados, catatônicos, esperando que eu voltasse a abrir o livro e prosseguisse a leitura, para, assim, tirar-los do ostracismo. E, BUM. A idéia voltou a se consolidar em minha mente.

Não seríamos nós também personagens de algum livro extraterrestre, o que justificaria, por exemplo, o fato de nossa história estar escrita em algum lugar? Ou a lerdeza com que alguns acontecimentos desenrolam em alguns momentos. Ou a rapidez que a vida adquire em questão de dias - uma alusão, possível, de que nossos leitores estariam agilizando a leitura ou esquecendo-a em algum lugar?

Daí, pensando assim, fico imaginando em que seção estaria depositado o livro da minha vida. E que leitura mais efadonha estaria proporcionando ao meu leitor. Ah que se levar em conta a infinidade de livros mais chatos que o meu, o que, em partes, me dá certo alívio. Mas que cá estou a pensar que pitadas de loucura e animação, que arremedo de técnicas de linguagem (como diria minha amiga Perséfone) e que elementos descritivos, narrativos ou dissertativos poderia utilizar para temperar um pouco essas linhas, ah, penso.

segunda-feira, maio 07, 2007

Parada no trânsito parte 2

Bom, depois de ver um homem escovando os dentes dentro do carro, em pleno congestionamento desta megalópole maluca, pensei, equivocadamente, que tinha visto de tudo no trânsito.

Pois bem. Eis que enfrento mais um irritante congstionamento, numa sexta-feira véspera de feriado e, mais uma vez, olho para o carro ao lado. Bacana, o motorista colocou seu DVD com tela plana no painel do carro e, enquanto aguardava, podia se distrair com um filmezinho. Curiosa, fui olhar o que o digníssimo ser estava assistindo. Fiquei ruborizada, engasguei, parei de ouvir o que o gordo-fofo, que estava ao meu lado, dizia. Depois, claro, caí na risada.

A cena que eu vi é imprópria para menores. Vamos dizer apenas que tratava-se de um "pirulito" ENORMEEEEEEEEE! Ah, claro, e uma boca carnuda. Maior que a do Mick Jagger.

O mais estranho desta cena foi constatar que o motorista em questão tinha praticamente o mesmo olhar de quem leu Platão e, estupefato com tanta profundidade, permite-se perder em devaneios.

Diz pra mim: em que exato momento a coerência desta história se perdeu?

quarta-feira, maio 02, 2007

Amigos equivalem a R$ 30 mil!

Saiu no BBC Brasil:

"Um estudo conduzido na Grã-Bretanha concluiu que ver os amigos "vale um salário de mais de R$ 30 mil" ou 95 mil libras esterlinas por ano. Uma pessoa que ganha R$ 3,3 mil e encontra com freqüência os amigos para uma conversa despreocupada é tão feliz quanto outra que tem salário dez vezes mais alto e sacrifica sua vida social, concluiu a pesquisa.

Ao analisar os dados de uma enquete com oito mil britânicos em todo o país, a pesquisa se propôs a “colocar etiquetas de preço em amigos, parentes e vizinhos”, para concluir que, se for possível comprar felicidade, ela tem um alto preço.

O autor da pesquisa, o especialista em Economia Aplicada a temas de felicidade Nick Powdthavee, concluiu que "um aumento no nível de envolvimento social equivale a dezenas de libras adicionais por ano em termos de satisfação de vida”. Por outro lado, aumentos de renda trazem muito pouca felicidade.

O estudo foi conduzido no Instituto de Educação, da Universidade de Londres, e será publicado na próxima edição da revista científica Journal of Social-Economics."

Há que se reconhecer que R$ 30 mil mensais é um sonho de consumo. Mas não os troco por nenhum dos meus amigos e os momentos lindos que eles me proporcionam, mesmo quando há divergências de opiniões e mal-humor te-pe-eme-ístico no meio da relação, rsrsrs.

Levando tudo isso em consideração, devo ganhar bem mais do que R$ 30 mil - em amor, carinho, consideração, sorrisos... Graças a Deus!