quarta-feira, janeiro 31, 2007

Profecia by orkut...

"Você será uma pessoa bem viajada, seja por lazer, seja por trabalho."

Que seja pelo lazer... e que seja rápido!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Nada se cria...

Surreal descobrir que mais pessoas pensam como você. E que, em algum ponto do planeta, algumas delas têm, praticamente, a mesma idéia que a sua.

Olhem isso:

http://www.cademeupe.com.br/cmp_default.asp

Enfim, antes perder um chinelo que o pé inteiro, não é? rs

terça-feira, janeiro 23, 2007

SOBRE AS FOLHAS (ou O Barão Nas Árvores)

Como tenho citado muito o Cordel nos últimos tempos, nada melhor do que postá-lo, em DVD, para todos conhecerem. A música é baseada num livro de Ítalo Calvino, O Barão das Árvores (ingenuamente delicioso).

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Dois posts em um

Há quem queria que neguinho gaste 70 reais em livro só porque ele é pra vida toda.

Há quem queria resolver a pendenga com a família sem qualquer envolvimento.
Há quem queira um namorado sem precisar se apaixonar.
Há quem queira ficar inteligente sem estudar; ou ficar rico sem trabalhar.
Onde raios está a cabeça das pessoas? Ou será que fui eu quem bebeu demais?
Como pode um assessor de imprensa duma editora indignar-se com a população inletrada, ao mesmo tempo em que defende o valor exorbitante das obras, num país em que o salário mínimo é, de fato, mínimo!
Como pode uma senhora, no auge dos seus 50 anos, levar consigo tantas mágoas, tanta intolerância cometida por adolescentes recém-saídas da barra da saia da mãe e desejar que alguém acabe na cadeira de rodas por simples despeito?
Como é possível homens e mulheres, no auge de seus 30 anos, sonharem com família, amor, alguém sem querer dar nada em troca? Nem amor.
Como desejar chegar em algum lugar se reluta-se a dar o primeiro passo?
Definitivamente, estou chocada com as pessoas!
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Matéria do Folhateen de hoje: Jovens tiram pensadores do sério (e a mim também).
O texto não me surpreendeu, para ser bem honesta. Desde os remotos tempos do ginásio, percebia uma relutância dos colegas em ouvir, ler, assistir qualquer coisa que levasse o selo brazuca. O lirismo de Caetano e as viagens metafóricas camará de Gilberto Gil nunca foram tema de aulas interessantes. As crônicas perfeitas de Chico ou a perfeição harmoniosa de Tom Jobim também nunca ultrapassaram os limites dos temas românticos das novelas das 8h.
No entanto, lembro-me bem a euforia que senti ao descobrir a crítica social por trás da internacional Money, do Pink Floyd. Ou o que senti quando estudei sobre a luta contra o imperialismo ianque da contracultura do Power of Flowers que, de certo modo, levou ao rock que conhecemos hoje.
Ora, ora. Assim fica muito fácil idolatrar os outros. Porque o que essa gurizada quer é uma coisa só: fazer cara de conteúdo. Se sentir superior.
Ademais, poupem-me, adultos subdesenvolvidos, papagaios de araque! Pois limitar a cultura nacional à melodia de Veloso ou às reboladas descompassadas do Calypso é, no mínimo, de uma ignorância e preconceito vergonhosos para quem pode se dar ao luxo de devorar HQs, CDs, filmes e músicas de bandas undergrounds, pops, rocks escocessas, londrinas, francesas, dinamarquesas, norte-americanas eca-eca.
É muito fácil repetir as frases semi-acabadas de intelectualóides que criticaram Cidade de Deus, ou que consideram o rock nacional pouco "trabalhado". Mas ninguém se dá o trabalho de conhecer outras paragens. E Nação Zumbi? E Cordel? E Zeca Baleiro? E Antônio Nóbrega? E Tereza Cristina? E Céu? E Vanessa? E Adriana?
Vai lá, ler Abril Despedaçado, e depois vai assistir ao filme, pra depois dizer se aquilo é ou não é uma obra de arte da melhor qualidade.
E só depois disso, depois de muito andar por esses mil brazis, conhecer, chafurdar, bisbilhotar, xeretar, estudar... Só depois disso, e só então, venham me dizer, realmente, se aqui não tem nada que preste e que sirve de exemplo ao mundo.
Pobres pesquisadores nacionalistas. Perdoa-nos a todos que não conhecem Suassuna, Salles, Assis, Castro Alves, Jobim, Elis, Gonzagas e afins. Eles não sabem o que estão perdendo!

domingo, janeiro 21, 2007

Sonhos de uma noite de verão

Esse assunto, volte e meia, é tema de post meu. Possivelmente porque ainda não consegui uma resposta satisfatória que me explique tanta histeria quando o assunto é casamento.

Tudo começa a partir do momento em que se marca a tal data da cerimônia. E, o que era doce, amorzinho pra lá, benzinho pra cá, torna-se um império déposta insuportável até para quem não tem nada a ver com o assunto.

Dicas de economia são vistas com puro ódio pelas noivas futuras. Sei lá que coisa passam em suas cabeças que qualquer sugestão mais barata é vista como despeito alheio pelo seu sonho. Afinal, seu dia de princesa tem de vir com tudo o que tem direito - mesmo que seja possível encontrar a mesma lembrancinha, convite, arranjo de cabelo, sapato, entre outras bobagens, pela metade do preço.

Já vi todo tipo de insanidade: casais gastarem uma fortuna e abrirem mão da lua-de-mel, exagerar nas plumas e paetês, nos saltos e nas indumentárias, quando sequer têm dinheiro para montar a própria casa. Gastarem rios de dinheiro no aluguel de um carro que não será visto por ninguém, a não ser os próprios noivos. Deixar de convidar amigos porque a família, que nunca liga, nunca escreve e sequer sabe da sua existência, TEM de ser convidada na íntegra... E por aí vai.

E o que era pra ser um momento de alegria, é só estresse e preocupação. O real motivo de tanto investimento é deixado no segundo plano. E cada mínimo gesto, cada mínima situação é planejada e replanejada quinhentas mil vezes. Improvisso e imprevisto é inimaginável e, em alguns casos, motivo de revolta.

Sem desmerecer o grande sonho de ninguém, acho tudo uma bobagem.

A vc, casadoura de plantão, minha dica sincera. Não tente controlar tudo. É a emoção do dia que fará o seu casamento ser especial. E, se você for investir em festa, trate de cuidar dos comes e bebes - acredite, será a coisa que as pessoas mais comentarão depois que tudo passar. rsrs

sábado, janeiro 20, 2007

Doideira

Uma hora e meia de fita gravada e apenas 10 minutos utilizáveis.
Sem menosprezar o ótimo papo que tenho com os entrevistados, não tem coisa mais chata que trabalho inútil.

Aliás, tem sim: uma possibilidade de viajar pra praia ir por água por causa da TPM, do trabalho e da chuva. Tudo junto misturado.

Até parece coisa de pobre, rsrsrs

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Manifesto à vida

Em questão de segundos, uma negligência engoliu caminhões, vans, casas, vidas e esperanças.

Num piscar de olhos, o mar levou embora a alegria de um jovem de 18 anos.

Numa fração de tempo, o cansaço e a bebida contribuíram para que um acidente inesperado destruísse os motivos de comemoração de um par de amigos.

Tudo isso aconteceu na última sexta-feira.

Meu post, portanto, não poderia ser diferente. Faço, aqui, um apelo público à vida.

Não conheci nenhuma das pessoas envolvidas em tão trágicos momentos - embora nos dois últimos casos tenha visto de perto o sofrimento de amigos e colegas das duas vítimas. Independentemente disso, não pude deixar de recordar os dias em que também perdi pessoas queridas. E, então, me questionar por quê somente nestes casos em que a dor é sufocante, paramos para refletir sobre os rumos da nossa existência, nossos valores, nossos desejos.

Temos sempre tempo para um novo trabalho, uma outra reunião, um happy hour com os colegas bem sucedidos, uma passada no shopping. Priorizamos bens materiais, futilidades passageiras, programas que não nos levam a nada. Mas sempre arranjamos uma desculpa para ligar àquela amiga de anos que não está passando pela melhor fase da vida, ou para não visitar a avó mal-humorada. Evitamos berrar com o chefe, mas não pensamos duas vezes em acatar a mãe e o pai. Gastamos os tubos de dinheiro com viagens, mas nos apertamos quando nos pedem ajuda. Repetimos que amanhã faremos, depois de amanhã resolvemos, no mês que vem decidimos. Mas não pestanejamos duas vezes quando nos chamam para uma balada. Não oramos, não agradecemos, não demonstramos afeto. Ora por medo, ora por mágoa, ora por preguiça. E assim seguimos adiando o que realmente importa.

E, apesar de tragédias como estas, só quando acontece com a gente é que descobrimos, horrorizados que, talvez, amanhã não dê mais tempo: de dizer que ama, de mostrar-se preocupado, de oferecer ajuda, de fazer as pazes, de olhar nos olhos, de sorrir junto, de fazer parte daquela vida, de dividir alegrias, de aprender algo novo, de ensinar...

Tenho necessidade, pois, de aproveitar cada sagrado segundo que me é concedido neste planeta, fazendo apenas coisas das quais me orgulho. Não porque espero ser retribuída na próxima vida, ou porque pretendo ser reverenciada. Quero ser alguém que, apesar dos tropeços, das perdas, das decepções, viu mais pontos positivos que negativos em estar nestas bandas de cá. Quero ser alguém que conversou com pessoas lindas, escreveu histórias fantásticas, conheceu lugares encantadores, provou experiências extasiantes. Que somou, ao invés de subtrair. Que agregou, ao invés de separar. Que construiu, no lugar de destruir. E, que, acima de tudo, amou. Mesmo quando alguém a magoou. Mesmo quando estava ocupada demais criando novas teorias sobre o nada. Mesmo quando criticou a atitude de alguém. Mesmo quando não entendeu a lição imediatamente. Mesmo quando teimou. Mesmo quando brigou. Mesmo quando chorou. Mesmo quando indignou-se. Mesmo quando odiou.

Porque, nesta vida, só o amor vale a pena.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Sou Classe Media

Em homenagem a toda estupidez que ouvi esta semana, uma das melhores crônicas que já ouvi sobre a realidade deste país.
Com vocês, o talento de Max Gonzaga, cuja música “Classe Média” foi classificada para o Festival Cultura -A Nova Música do Brasil, no ano passado.

Zzzz


Eu ia escrever que tudo nesta vida tem dois lados: o positivo e o negativo, o claro e o escuro, o alegre e o triste, o doce e o amargo, o bem e o mal. Assim como esta foto aí em cima, uma referência modesta à vida e à morte, e à esperança de haver um outro lado ainda mais verde e muito mais pacífico e amoroso...

Também ia comentar sobre cinema e dizer que, há exatamente um ano, não piso numa única sala de filme por pura falta de tempo e revolta com o preço dos ingressos. Mas, está na hora de parar com isso, pois estou perdendo ótimas histórias, como as que me indicaram hoje pela manhã: Os infiltrados, Crazy e O Ilusionista...

Poderia escrever também sobre a quantidade de amigas de infância sendo mamães, e como é gostoso ter a oportunidade de curti-las em momento tão especial... E pensar que as vi de trancinhas e rabo de cavalo, trocando papel de carta e preocupadas com a roupa suja de grama!!! É realmente mágico vê-las de barrigão ou acalentando seus bebês.

Talvez eu também descrevesse a mosca que está perturbando o cavalo que se encontra embaixo da minha janela e a paciência com que ele, repetidamente, abana o rabo para afastá-la de suas ancas.

Ou deixar registrado a minha revolta por estar tão gorda e, mesmo mudando a alimentação e voltando para a academia nesta semana, ainda não perdi um único grama (sim, cara pálida, quero perder peso em algumas poucas semanas. Não gosto deste negócio de não entrar mais em minhas calças e me sentir horrível ao olhar no espelho. Por isso o processo de emagrecimento deveria ser tão rápido quanto foi chegar até esse nível lastimável de sobrepeso). E eu ainda tenho de aguentar minha irmã magérrima, comendo UM MONTE DE BOBAGENS sem aumentar um centímetro o tamanho da barriga. É ou não é uma tremenda injustiça social?!

...

Poderia escrever tudo isso, mas não vou. Pelo menos não agora. Pois, decididamente, estou morrendo de preguiça.

terça-feira, janeiro 09, 2007

COMO ASSIM?

Apesar do tempo feio, minha manhã teria sido perfeita se eu não tivesse ouvido o comentário esdrúxulo do administrador, especialista em finanças e comentarista da CBN Mauro Halfeld.

Ao comentar o livro de algum norte-americano cujo nome não consegui pegar por causa do trânsito na Bandeirantes, ele falou, com todas as letras, mas não exatamente com essas palavras, que ao invés de se matar para poupar dinheiro para garantir um futuro digno, é melhor sair por aí esbanjando a grana em viagens de primeira classe, hospedagens em hotéis de luxo, almoço nos melhores restaurantes e vestir-se com as melhores roupas. Afinal, amanhã você pode ficar doente, morrer em acidente e, portanto, não teria a oportunidade de aproveitar a grana que tão merecidamente (e esforçadamente) conquistou.

Se, de um lado eu concordo com a premissa de que qualidade de vida deve ser buscada em cada dia de nossa vida, por outro me pergunto em que raios de lugar esse povo anda vivendo.

"Malemá" o dinheiro do brasileiro tá dando pro feijão com o arroz, para uma farofada na Praia Grande, pra uma pizza com os amigos no final de semana, pra uma caminhada no parque, pra adquirir um livrinho por mês... Que dirá economizar para o futuro ou gastar as parcas economias em hotéis de luxo só para satisfazer uma necessidade que, convenhamos, não vai mudar a realidade de ninguém. E aí, alguém vai pagar meu IPVA? IPTU? Conta de gás e telefone?

E o futuro do planeta, cara pálida? Divulgue a bíblia do consumismo a qualquer preço! que mais um pouco não teremos lugar para desfrutar as merecidas férias nossas de cada ano!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Futilidade às 7 A.M

Sem querer ser mau-humorada, mas futilidade às 7 A.M de uma segunda-feira me irrita sobremaneira.

Essa manhã fui presenteada com duas pérolas - ambas ditas pela mesma pessoa.

A figura em questão se disse surpresa com a quantidade de gringos que teria encontrado em Jericoacoara, Fortaleza. O comentário, claro, não veio seguido de nenhuma informação sobre passagens aéreas com preço abusivo ou pouco acesso da população brasileira aos patrimônios naturais do país. Foi, ao contrário, um estranhamento sincero. A meu ver, alienado.

Mas, não foi só isso. A frase seguinte foi quase um soco no meu já fragilizado estômago: "eles (os gringos) são realmente estranhos: enquanto nós, brasileiros, vamos para a praia beber e brincar, eles ficam o tempo todo lendo. Tanta coisa mais interessante para se fazer na praia que ler..."

Tive de me contorcer para engolir a resposta que, convenhamos, era merecida: por acaso, para se ler um bom livro, é preciso de lugar e horários pré-definidos? quer dizer então que basta entrar de férias para deixar de lado o hábito da leitura?

Sem querer ser moralista ou uma chata, mas esse comentário estúpido e alienante (já não é o primeiro desta pessoa), pra mim, explica porquê o Brasil está a anos-luz de chegar aos pés de um país desenvolvido.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

2007!

Essa foto aí em cima é da Cachoeira do Saltão, em São Pedro. Um pedacinho do paraíso e lugar onde passamos nosso reveillon.

Diz aí se não é de deixar qualquer um boquiaberto?

É justamente isso que quero desejar a todos neste ano:

*Ótimas surpresas.
*Paisagens de cartão postal.
*Canto de pássaros e cheiro de terra molhada.
*Pequenos prazeres do cotidiano.
*Excelentes companhias.
*Papos descontraídos.
*Livros emocionantes.
*Um amor verdadeiro.
*A certeza de que o belo só pode ser obra do Grande Mestre.
*Sorriso de criança.
*Olhos nos olhos.
*Trabalhos estimulantes.
*Músicas de qualidade.
*Vento no rosto.
*Balanço de rede.
*Dias iluminados.
*Chegadas triunfantes.
*Respeito.
*Perdão.


Feliz ano novo pra todos!