quinta-feira, agosto 31, 2006

Maldade

Não deixaram nem o coitado do Marcos Pontes de fora das piadas maldosas.

Tá rolando na internet como a frase do ano.

"Bastou um brasileiro ir para o espaço para sumir um planeta."

quarta-feira, agosto 30, 2006

P.S.

Parafraseando Eduardo Dusek, que embalou gerações com o seu hit "Troque seu cachorro por uma criança pobre", deixo aqui o meu apelo:

Troco um chinelo por um par de boas e quentinhas pantufas, rsrsr

Raivosa...ma non troppo

Devo uma (ou várias) à queridíssima Êzinha, que me OBRIGOU a ouvir Oswaldo Montenegro. E eu, que não gostava, me apaixonei.

E hoje, que o mar não tá pra peixe, o humor está no dedinho do pé, o cansaço é grande e a pilha de trabalhos na minha mesa (na pia e pela casa inteira) só cresce, quase caí da cadeira de tanto rir ao ouvir a gravação ao vivo de um show do digníssimo cabeludo grisalho.

Como ele mesmo diz, compartilho aqui com vocês um movimento exclusivo baseado em Jung e na teoria estética de Tonico e Tinoco. Uma verdadeira cartase através da liberação do seu chato interior (que é como eu me sinto nestes dias).

O chato - Oswaldo Montenegro
Ah, todo chato é bonzinho
nunca nos faz nenhum mal
ah, todo chato é calminho
como se faltasse sal
Ah, todo chato te conta
aonde passou o Natal
E sempre te dá um dica
de onde ir no carnaval
Ah, todo chato cutuca
pra você prestar atenção
chama cabeça de cuca
e arranha um violão
diz que inventou uma música
e toca as seiscentas que fez
e quando você abre a boca e boceja
ele toca tudinho outra vez
Ah, todo chato é gosmento
e não há como evitar
eu sou um chato e meu Deus não me agüento
só me tacando no mar

:)

terça-feira, agosto 29, 2006

Dilema


Não bastava ser o menor planeta, o mais distante do sol, ter o nome frequentemente associado a um palavrão (basta eliminar a letrinha "L"), ser sinônimo de inferno na mitologia grega (Hades) e o último a ser descoberto (por volta de 1930)... Plutão foi rebaixado à categoria de planeta-anão e, assim, excluído da lista dos principais planetas (agora 8) do Sistema Solar.

Dentro da minha santa ignorância, fico pensando com meus botões.

Se anão é ser humano e como tal deve ser tratado e respeitado, porque um planetinha, só porque é menorzinho, deveria ser praticamente ignorado? Em nome da inclusão social dos corpos celestes, voto que Plutão continue sendo estudado, assim como Ceres e Xena - os dois asteróides recém-descobertos que poderão ser promovidos à categoria de planetas-anão em breve.

Outra pergunta que não quer calar. E a astrologia, como é que fica?

Nas minhas rápidas pesquisas pela internet, descobri que Plutão rege o signo de Escorpião e foi incorporado à astrologia depois que se descobriu que seu movimento tinha relação com os acontecimentos da Terra. Dizem que quando Plutão foi visto pela primeira vez, acontecia por aqui a explosão da primeira bomba atômica - e por isso o planeta ficou associado a essa energia (plutônio diz alguma coisa pra vcs?). Ele é o planeta que atua em áreas em que freqüentemente sentimos dificuldade de lidar e compreender, tais como o sexo e o poder, as perdas, a morte e as crises passionais ou financeiras. Simboliza o imponderável, tudo o que foge do nosso controle. É a nossa grande força de renascimento.

É claro que o fato dele ser rebaixado não vai diminuir sua influência nas bandas de cá - se é que elas de fato existem. Mas que a notícia causa algum estranhamento, isso causa. Afinal, nunca ouvi fizer que o asteróide Eros, por exemplo, poderia influenciar os humores de Gêmeos ou Libra em determinados períodos. Ou que os corpos transnepturianos - também na lista para serem elevados à categoria de planetas-anão - foram os respnsáveis pelas atuais catástrofes naturais.

Ó, dúvida cruel!!!

segunda-feira, agosto 28, 2006

Reza brava

Ó, sábia guerreira Palas-Athena.
Magnífico Thot dos egipcíos.
Netuno inspirador.
Bendito São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e escritores.
Exu, senhor dos caminhos.
Deusa, mãe de todos os humanos.
Badb, dona da vida.
Anjo protetor, meu querido guardador.
Espírito Santo que abençoa meus dias.
Jesus, o filho do Pai.
Deus único, recebedor de tantos nomes e criador do universo.
Ilumina minha mente e manda o branco da tela que insiste em me perseguir para léguas de distância.
AMÉM.

domingo, agosto 27, 2006

D.O.M.I.N.G.O

Tá lá, na Bíblia. Domingo é um dia sagrado. De descanso.

Mas nem.

Tô aqui, em frente ao computador. Dedinhos nervosos e ouvido em pé, fazendo a parte mais chata do meu trabalho: transcrevendo entrevistas.

Mas, isso não seria NADA se hoje não tívessemos de amargar uma fatídica reunião de condomínio às 9h da madrugada!!!

Acho que em dois meses de casa nova, foi a primeira vez em que vi o estacionamento repleto e a vizinhança cheia.

Um PORRE.

Nada contra o regime democrático. Mas é impressionante como as pessoas complicam.

Colocaram em pauta uns probleminhas até que simples de ser resolvidos. Mas percebia-se a tentativa descarada de as pessoas quererem meter o pau em sem lá quem, e vomitarem suas insatisfações. Não porque de fato existem problemas. Mas porque há um grupo de humanos que não sabem viver a vida sem reclamar.

E aqui já generalizo porque vejo essa reação se repetir com diversas outras pessoas, em diversos outros grupos sociais.

Para estas, a vida é amarga, é dura, é insuportavelmente difícil.

E não estou falando de pessoas miseráveis, portadoras de limitações físicas ou doenças degenerativas, para quem realmente a vida teria obstáculos. Falo de pessoas saudáveis, bem sucedidas, inteligentes, capazes de realizar transformações maravilhosas. Mas que preferem a inércia.

Às vezes, é muito chato aguentar os seres humanos.

(suspiro)

quinta-feira, agosto 24, 2006

As (des) vantagens de se trabalhar em casa

Toda vez que digo ser freelancer e trabalhar em casa ouço frases de incentivo e suspiros de inveja. Sorte a sua, dizem alguns. Como assim?, questionam outros.

Mas não tem jeito: todos, sem exceção, acabam sempre fazendo a mesma meia-dúzia de comentários: que bom não precisar enfrentar trânsito, poder trabalhar de pijama, ficar o dia inteiro de chinelo, comer comidinha caseira, dormir até a hora que bem entende...

É, se por um lado eu fico até a hora que bem entendo de pijama, trabalho todos os dias de chinelo e não enfrento o infernal trânsito paulistano nos horários de pico, trabalhar em casa tem lá as suas desvantagens.

Sem uma Marinete em casa, me contorço de ódio a cada poeira que vejo pousar placidamente em minha escrivaninha, na estante, na mesa da cozinha, na bancada do quarto... E já estou pensando em acabar com minhas madeixas porque, gente, vcs NÃO TÊM NOÇÃO da quantidade de cabelo que cai todos os dias desta linda cabecinha. Aliás, estou quase decretando uma MP que obrigue o maridão a fazer a barba e andar de camisa de gola rolê todos os dias, que é para ver se diminui a quantidade de pêlos no chão. Não há vassoura que dê jeito. Limpou-sujou.

Ainda não aprendemos a fazer compras para dois - o que me obrigou a comer beringela todos os dias desta semana, para não ter de ver o dinheiro gasto com ela escorrer pelo ralo. Mas, independente do prato servido, tem dias que dá vontade de almoçar diretamente da panela, que é pra não correr o risco de sujar mais louça.

Isso quando o interfone não toca frenéticamente justamente na hora em que você está compenetrada, pendurada ao telefone, fazendo uma entrevista dificílima sobre novidades científicas com um médico do Einstein.

Não tem colega de sala para te quebrar o galho. Nem secretária para te anotar o recado. É você e Deus.

Ah, sem contar a vizinhança. Hoje, a minha se empolgou com um som gospel. Cantava (cantava?) aos berros, e enfatizava o "Aleluia". Imagino que deve ter tirado 10 na prova de matemática e a empolgação era para agradecer o sortilégio. Sorte é que a janela dela fica voltada para a minha lavanderia. Senão eu teria baixado a pomba-gira diretamente na cabeça dela.

Mas tem as vantagens - outras, desconhecidas pelo restante das pessoas. Mas não conto, não. Que é pra não matar o leitor de inveja.

quarta-feira, agosto 23, 2006

SPA

Sofro de um terrível mal. o SPA.

Infelizmente, o meu SPA não tem nada a ver com qualidade de vida, piscinas aquecidas, banhos de ofurô, leite e rosas na banheira ou alimentação altamente balanceada servida em horários pré-definidos. O meu SPA é muito mais complexo.

No meu caso, a tal sigla significa: Síndrome do Pensamento Acelerado. Ou simplesmente SPA.

Isso quer dizer que minha cabeça não pára. De contas a pagar ao primeiro parágrafo da próxima matéria (ai, quem vive das letrinhas sabe bem a crise que é dar início a um texto). De músicas antigas a frases soltas de poemas cuja autoria não recordo. De compromissos a ilusões. De achismos a invencionices.

Não importa. Minha mente não pára. Nunca.

Ainda bem, diriam os médicos de plantão - esses céticos que acabariam com meu texto pela metade dizendo, com dedo em riste, que para a mente ficar quieta só mesmo estando morto.

Ok, ok. Deixa eu explicar: eu não reclamaria nadica se ao invés de mil-coisas-ao-mesmo-tempo-agora, a minha digníssima cabeça se concentrasse em um assunto por vez. Tipo assim, cabeça de homem, rsrsrs (tá, mas isso é assunto pra outro post).

Hoje, porém, descobri um jeito de deixar a mente concentrada em uma única ação.

HIDROGINÁSTICA.

É, isso mesmo.

Ultrapassada a barreira do frio da água, feliz da vida por movimentar as cadeiras, imaginando as calorias que se está perdendo ao agitar as pernas, pensando na alegria em voltar a caber naquela calça e na cara de inveja da sua inimiga, elaborando o relatório que terá de entregar depois do almoço, relembrando o que precisa comprar para preparar a janta, contando as vezes que você tem de levantar e erguer os braços, cantarolando a música que está dando o ritmo da ginástica...

Até que, depois de 10 minutos, a mente aquieta.

Então, como num passe de mágica, você sublima. E um único pensamento toma conta de você.

"Onde eu estava com a cabeça quando decidi me meter nesta enrascada?"

PS.: utilizei o SPA com liberdade literária. Mas a doença existe mesmo e acomete 25% dos paulistanos que sofrem com sintomas, como: irritabilidade, insatisfação existencial, dificuldade de concentração, déficit de memória, fadiga excessiva, sono alterado, dificuldade de extrair prazer nos estímulos da rotina diária, sentimento de insuficiência, etc. Quem ficou interessado, pode saber mais procurando no google ou no link
http://www.bycarmen.com.br/sindromedopensamentorapido.htm
Felizmente, não padeço deste mal, hihi

terça-feira, agosto 22, 2006

Justificativas? Pra que (m)?

Você já deve ter reparado que todo mundo, pelo menos em algum momento da vida, perdeu o chinelo. E é assim mesmo, no singular, embora tenhamos dois pés. Porque todo mundo só perde um pé por vez. Eu acho que existe uma razão obscura para isso.

Senão, não haveria motivo de um chinelo ir em direção ao mar, como presente à Iemanjá, enquanto o outro permanece muitíssimo firme no outro pé, como que te obrigando a permanecer em terra firme.

Ou de um chinelo, invariavelmente, se esconder atrás do sofá e o outro, emburrado, insistir em ficar todo compenetrado em cima do tapete.

No trabalho, porque sim, trabalho de chinelo, um dos pés insiste em se esconder atrás da mesa. Repetidas vezes fui obrigada a correr com um pé calçado e outro descalço para resolver emergências domésticas. O outro chinelo, é claro, deve rir constantemente desta situação ridícula.

E aí, eis o motivo do nome deste blog. Porque perder o chinelo faz parte da dualidade da vida. Enquanto um pé permanece fixo no chão, o outro insiste em percorrer caminhos desconhecidos. Enquanto um prefere racionalizar, o outro prefere chutar o balde e, dependendo da força do chute, voar na cabeça alheia. Fora, é claro, todo o significado de liberdade, despretensão e conforto que chinelos (havainas) significam na vida de qualquer cidadão urbano. E, olha que maravilha, usar chinelos é até fashion, rsrsrs!

Chinelos, portanto, guardam em sua existência todo o conceito que procuro para seguir nesta nova fase da minha vida...

Mesmo que seja de posse de um único pé!